Vinha hoje caminhando na rua - voltava do pilates - quando passei pelo Colégio São José e ouvi aquela gritaria dos estudantes em recreio, e lembrei meu tempo de estudante de colégio, crianças correndo, outras conversando sentadas num canto, outras brincando, e aquilo tudo passou, o tempo voou, daquela época apenas algumas recordações que já fazem anos.
Ao mesmo tempo que ouvia as crianças do CSJ, na calçada oposta vinha uma turminha de crianças menores ainda, de um colégio, com quatro professoras adultas, então dá saudades sim.
De tudo.
Da época do colégio mesmo tendo que estudar, e de tudo mais.
São lembranças de uma vida, que poderia ser melhores descritas, mas fica assim mesmo, afinal foi o que eu vi, e dali resolvi postar.
Poucas palavras, uma vida inteira.
E que me deixa irritado, é quando falam das coisas que gosto, das pessoas que gosto, sejam reais ou virtuais, solteiras ou casadas, mas amigas, da internet, do meu mundo.
Eu conto com o lado amigo, e se me fazem bem, por que interferirem?
Por que não cuidam das suas coisas, e deixem os meus momentos em paz?
Eu que sou de paz.
Se provocam, ouvem o que não querem e me deixam depois mal.
Cuidem das próprias coisas, não me provoquem, faz mal pra mim, faz mal para quem quis fazer mal a mim com preocupações exageradas.
Esqueçam!
O que faz bem para mim, faz bem, não importunem!
Servem para todos que cruzarem o meu caminho, geralmente com as pessoas mais próximas.
Quando eu era pequeno, e a gente fazia churrasco aqui em casa, o pátio era um só, pertencia a casa do meu avô, meu pai e meu tio preparavam-se cedo para colocar o carvão e dar um jeito na carne, etc e tal.
Meus avós vinham ou junto ou pela idade, vinham um pouco mais tarde.
Quando eu cresci passei a fazer parte destas reuniões desde cedo, afinal um churrasco é uma reunião, não chegava para comer como muita gente faz, vinha ou para ajudar ou conversar, e foi assim enquanto meu tio era vivo, morreu primeiro, e meu pai também.
Depois que eles foram para junto de Deus, que ficaram as irmãs, minha mãe e minha tia, nós filhos também ficamos um para cada lado.
Não estou falando de minha família, de mim, minha mãe e meu irmão, porque estamos muito unidos mesmo, mas sabem, do resto...
Eu não sei fazer churrasco ou nunca tentei, mesmo sendo gaúcho, mas sempre fui muito família, mas não posso dizer o mesmo dos outros, porque não gostam de reunirem-se, nem procuram - apesar de eu procurar bastante, pois sou saudosista - procuram só em aniversários, quando digamos, é uma reuniãozinha obrigatória.
Eu sinto falta daqueles encontros mais espontâneos, encontros que começavam por meu pai ou meu tio, mas passou.
Ficou no tempo, na geração que passou.
Hoje cada família cuida de si, e procura não aproximar-se tanto da outra, salvo por saúde, sei, coisas da nova geração, será que nova?
Tudo isto salvo minha mãe e minha tia, pois continuam ligadas como sempre estiveram em todos os tempos.
Sinto falta daqueles anos dourados quando a família era mais família, ou quando a minha foi.
Seriam os tempos modernos?
Coloquei a foto de um livro e lembrei-me de meu pai, porque ele fez uma dedicatória para mim naquele livro, que guardo até hoje como lembrança daqueles anos, e muito e principalmente dele que foi uma pessoa maravilhosa, um super-amigo, o meu anjo, um anjo que está lá em cima protegendo a família que tanto amou. No meu quarto fiz um altarzinho, a foto dele tirada nos oitenta anos, último aniversário dele, a imagem de Nossa Senhora, Jesus Cristo, um rosário, e meus pertences, coisas minhas que deixo junto.
Tenho este livro guardado em uma gaveta do quarto.
A dedicatória dele:
"Ao meu filho Mauro pelas boas notas, e pela sua aprovação com diploma de honra ao mérito de excelente conduta e aplicação"
6/XII/1967 (jeito que ele assinou a data)
Segue o nome dele que fica apenas para mim, com o carinho de sempre que ele teve pelos filhos e minha mãe.
Te amo pai!
O Camundongo Mickey, O Pato Donald e Pluto (e Mauro) tem muito que brincar durante os longos dias de verão que chegaram. Dizem adeus a dona Segismunda (e Irmão Tarcísio), ao Touro Ferdinando, e marcham felizes pela estrada afora.
O texto entre parenteses foi acrescentado pelo meu pai, que neste momento está nos céus, nos braços de Deus.
Eu vi uma propaganda de um bebê engatinhando, e pensei, um dia eu fui bebê, um dia eu, você, nós, todos engatinhamos, acordávamos nossos pais de noites, pedíamos mamadeira, ensaiamos nossas primeiras palavras, começamos a falar, caminhar, veio o colégio, os amigos, cursinhos, sonhos, e começamos a sair com os amigos na noite, fomos crescendo e viramos adultos, tudo ou quase tudo aconteceu, mas tem coisas que não lembro mais, porque faz muito tempo, porque o tempo passou.
Este ano estou indo para os cinquenta anos, meio século de vida, vida, a nossa vida, os nossos momentos, passado, presente e futuro, um presente recebido de Deus Pai.
Uns casaram, outros permaneceram solteiros, e a vida para todos seguiu por aí.
Coisas da vida!
Resolvi fazer deste blog um diário de lembranças, ou escrever alguma coisa de mim, de nós, algum momento, sei lá.
O que lembro!