Fazia tanto tempo que eu não ia a Rio Branco fazer compras, última vez foi com a família, devia ter uns 10, 12 anos, e quando voltei foi com ela de novo, só sem meu pai que não está mais com a gente, mas com Deus, nos braços Dele, e com a mulher de meu irmão, e aquilo progrediu e regrediu.
Progrediu em virtude dos free shops, regrediu pelas lojinhas, lembrança passada que tinha, e pelo que ofereciam, mas como vivo nos dias de hoje, e como caminho por mim, a melhor lembrança vai ser esta última, se levarmos em conta a tecnologia, mas se o amor for levado em consideração assim como as saudades, aí fico com a daqueles anos passados, porque lá tinha o meu pai, e lá a família estava completa, lá eu tinha sonhos.
O fazer compras não diz nada, a reunião da família, o estar juntos, conviver um dia inteiro junto, isto diz.
Sou família e sempre serei!
E o tempo, como num piscar de olhos, voou!
Abraços a vocês!
Saudades daquela época que eu quando criança brincava na areia da praia com minha camionete verde e amarela, de plástico, fazia castelos de areia, de quando não tinha as preocupações de hoje e o futuro estava bem distante, quando meus pais, ele principalmente, já falecido, curtia sua caipirinha na praia, que vinha de Canguçu.
Lembro de uma vez que ele bebia com os amigos da época, quando o Lúdio passou com sua Kombi - o Lúdio era um cara que fazia promoções na praia - desceu e foi tomar a caipirinha do meu pai, aí fez propaganda da mesma usando o microfone da Kombi e algumas pessoas aproximaram-se e provaram.
Aquela época era uma época de ouro, éramos crianças ou adolescentes, não lembro mais, mas foi muito boa, e não tínhamos a responsabilidade de hoje, os medos de hoje.
Naquela época a praia era mais limpa, mais cheia de graça, hoje ela tem muita gente com muitos carros e pessoas, gosto disto também, mas preocupa, ou preocupa o Mauro de hoje, o mesmo garoto que quando criança não tinha estas preocupações, como todas outras onde nossos castelos eram mesmo de areias.
O tempo passou!
Muito daqueles sonhos não vingaram, outros foram conquistados, e acho que a minha vida poderia ser bem melhor, mas agradeço pelo que tenho.
Vinha hoje caminhando na rua - voltava do pilates - quando passei pelo Colégio São José e ouvi aquela gritaria dos estudantes em recreio, e lembrei meu tempo de estudante de colégio, crianças correndo, outras conversando sentadas num canto, outras brincando, e aquilo tudo passou, o tempo voou, daquela época apenas algumas recordações que já fazem anos.
Ao mesmo tempo que ouvia as crianças do CSJ, na calçada oposta vinha uma turminha de crianças menores ainda, de um colégio, com quatro professoras adultas, então dá saudades sim.
De tudo.
Da época do colégio mesmo tendo que estudar, e de tudo mais.
São lembranças de uma vida, que poderia ser melhores descritas, mas fica assim mesmo, afinal foi o que eu vi, e dali resolvi postar.
Poucas palavras, uma vida inteira.
E que me deixa irritado, é quando falam das coisas que gosto, das pessoas que gosto, sejam reais ou virtuais, solteiras ou casadas, mas amigas, da internet, do meu mundo.
Eu conto com o lado amigo, e se me fazem bem, por que interferirem?
Por que não cuidam das suas coisas, e deixem os meus momentos em paz?
Eu que sou de paz.
Se provocam, ouvem o que não querem e me deixam depois mal.
Cuidem das próprias coisas, não me provoquem, faz mal pra mim, faz mal para quem quis fazer mal a mim com preocupações exageradas.
Esqueçam!
O que faz bem para mim, faz bem, não importunem!
Servem para todos que cruzarem o meu caminho, geralmente com as pessoas mais próximas.